sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Punição em 6 segundos

Um exemplo rápido do que é a punição positiva.

"Vôcotá po meu pai, tia" = contracontrole.

Se você é behaviorista e riu, vai para o inferno e lá terá que ler 2 textos de Lacan por dia para debates com o próprio.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

meu deus está vivo!!!11!!1!!1

O blog está parado desde outubro. Ando um pouco apartada dos estudos do behaviorismo radical há uns tempos graças a alguns motivo$ (a saber, estudo para concursos, onde cai porcaria nenhuma de behaviorismo - e quando cai, a dúvida que fica é se você responde a resposta certa ou a resposta errada que pra eles é certa, tipo "Watson foi o pai do Behaviorismo Radical").

E sim, isso existe. Por acaso está escrito em um dos livros-texto mais utilizados de psicologia cognitiva, o do Sternberg.

Enfim, é um hiato, mas juro que eu volto. Uma das promessas de 2013 foi continuar lendo sobre análise do comportamento e behaviorismo radical, nem que seja just for fun, e estou lendo um bom livro. É nóis.

sábado, 13 de outubro de 2012

Afinal, o que é esse tal Comportamento Verbal?

Quem se interessa por estudar Behaviorismo Radical e Análise do Comportamento fatalmente se encontrará com um dos temas mais caros à nossa abordagem, o famoso comportamento verbal. Skinner, paralelamente ao seu interesse de pesquisa sobre os princípios do comportamento como um todo, também era graduado em Letras, e não por acaso também enveredou por esse campo. Sua obra prima sobre o assunto, de mesmo título do conceito, foi duramente criticada mesmo fora do meio psi, sendo conhecida a crítica publicada do lingüista Noam Chomsky – critica nunca respondida formalmente por Skinner e que para muitos ainda representa a pá de cal do cognitivismo sobre o behaviorismo radical, uma espécie de marco da chamada Revolução Cognitiva (Justi e Araújo, 2004).

Dentro do próprio campo do Behaviorismo Radical a obra é considerada difícil. Skinner passou anos escrevendo Comportamento Verbal em paralelo a seus outros escritos – o livro teve uma primeira versão em 1934, mas só foi publicado, enfim, em 1957, após várias revisões e cópias já terem circulado no meio acadêmico (Skinner, 1957) e outros livros serem escritos no mesmo período, como Ciência e Comportamento Humano. 

O rosa-choque da discórdia. (O outro livro não tem relação alguma com ele, ok?)

A linguagem de Comportamento Verbal é truncada e, mais ainda, a tradução do livro para o português não é tida como das melhores – e o livro está esgotado atualmente, fazendo da tarefa de enfim aproximar-se dele e lê-lo um verdadeiro desafio. Além do mais, é uma obra essencialmente teórica. Skinner escreveu baseado em seus estudos do comportamento humano e aplicou princípios básicos que já observara em laboratório ao campo da chamada linguagem, mas estudos experimentais sobre o tema em si vieram apenas depois. Ainda hoje estamos destrinchando as possibilidades de investigação que o livro traz (Hubner, 2011). O próprio Skinner diz:

“A formulação será eminentemente prática e sugerirá aplicações tecnológicas imediatas. Apesar da ênfase não ser experimental nem estatística, o livro não é propriamente um livro teórico no sentido comum. Ele não recorre a entidades explicativas hipotéticas. O objetivo último é a previsão e o controle do comportamento verbal” (Skinner, 1957, p. 13).

Diante desse desafio todo, só nos resta meter a cara nos estudos e perguntar: afinal, que diabos é comportamento verbal? E não, a resposta não é tão simples como parece. Ou é?

“A categoria ‘comportamento verbal’ é nebulosa, sua definição é pobre em seus limites. A nebulosidade não é um problema, pois sublinha a similaridade entre comportamento verbal e outros comportamentos operantes. Mesmo que parte do nosso comportamento seja claramente não-verbal, e parte possa ser ou não verbal, o conceito de comportamento verbal inclui muito do que fazemos” (Baum, 2006, p. 141).

Descomplicando (ou tentando)...

sábado, 22 de setembro de 2012

De dar água na boca

Acho que se o Pavlov tivesse virado vendedor de cachorro-quente ele seria mais querido na Psicologia do que é hoje, coitado.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Reportagem do Saia Justa sobre o "New Behaviorismo". Ma che?

O programa Saia Justa veiculou uma reportagem sobre um tal "New Behaviorismo". Depois de apresentar porcamente o que seria o behaviorismo - vide vídeo abaixo, nem vou falar muito -, Lúcia Guimarães, a apresentadora com fumaças de psicóloga, diz que as pessoas estão voltando a tentar se conformar aos padrões, como o que o behaviorismo teria tentado fazer. Daí vem o conceito de "desemperramento" da entrevistada Susan Schuman, e mais um monte de bobagens auto-ajuda em que confesso que prestei pouca atenção. (Ela nem fala de behaviorismo em si - e não me parece que fala recorrentemente sobre isso, mas fala dos arquétipos, nem sei se junguianos ou o que diabos ela tá tentando dizer - enfim, o problema é outro).

Behavioristas radicais, estes seres temíveis.

Com os erros do começo já deu pra ir se indignando e mandando uma cartinha amigável pro GNT. Segue o link do vídeo aqui e a nota que enviei para o Saia Justa:

domingo, 2 de setembro de 2012

[Tirinha] Savage Chickens - Como curar a sua aracnofobia utilizando a dessensibilização sistemática


O Savage Chickens é um site de tirinhas desenhadas em post-its pelo seu criador, Doug Savage. O site inteiro é muito bom, mas ele tem várias tirinhas em que aborda temas relacionados à psicologia, que me fazem rir mais ainda. Some english is needed, mas vale a pena conferir sempre.

A tirinha mais acessada do site é sobre dessensibilização sistemática, mas com uns passinhos a mais, um pouco diferentes do que o pessoal da modificação de comportamento conhece.

(original aqui)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Boteco Behaviorista #1 - Expectativas para a XXI ABPMC

O Google Hangout é uma ferramenta que permite realizar bate-papos entre pessoas por vídeo. Ontem, eu e mais uma galera de behavioristas de diferentes pontos do país nos utilizamos dessa ferramenta muito legal para o primeiro Boteco Behaviorista. A ideia é fazermos uma espécie de videocast debatendo temas comuns de Análise do Comportamento, que pode inclusive ser acompanhado ao vivo.

O tema do primeiro hangout foi "Expectativas para o XXI Encontro da ABPMC". Era um teste pra gente ver se ia dar certo - pretendemos nos organizar melhor nos próximos pra falar de temas teóricos, inclusive, e avisar com antecedência quando vai rolar. Daí, falamos sobre o que estamos querendo ver no Encontro, sobre apresentações que serão feitas, e claro, sobre as festinhas que irão acontecer; mas saiu de tudo, desde descobertas de trabalhos acadêmicos com referência da Desciclopédia até comentários sobre os eventos passados.

Enquanto uns guardam grana pro Lollapalooza a gente investe na nossa Convenção das Bruxas

Os participantes desse hangout fomos eu, o Cesar A. A. Rocha, o Esequias Neto (meu chefe do Comporte-se), o Felipe Epaminondas (do Psicológico), o Marcelo Souza e a Natalie Brito (meus companheiros de Comporte-se também) e o Nicolas Rossger. Como dito no vídeo, pretendemos convidar novas pessoas a cada encontro, além de figurões da Análise do Comportamento, pra debater com a gente. Fiquem de olho, que daí vai sair coisa legal :)

Página no Facebook pra acompanhar: https://www.facebook.com/BotecoBehaviorista

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Jan Luiz Leonardi falando sobre TDAH na TV Gazeta

Ocorre a maior polêmica sobre TDAH existir enquanto categoria psicopatológica bem definida ou não. Eu vou me abster de dizer o que eu acho (um dia escrevo sobre isso, prometo), mas enquanto isso, vem se falando muito a respeito desse assunto.

O analista do comportamento Jan Luiz Leonardi deu uma entrevista no mês passado sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade para o programa Mulheres, da TV Gazeta. Como é raro ver um psicólogo se expressando bem e falando de comportamento sem falar bobagem, achei massa e resolvi postar aqui. 


Jan aponta aspectos importantes do novo transtorno-modinha (já foi o stress, depois a bipolaridade, depois depressão, agora todo mundo tem TDAH): quando se preocupar, o que é o tratamento, qual é a da famosa Ritalina, quais os sinais mais frequentes etc. e marcou uma coisa fundamental: só vale falar em transtorno quando a coisa interfere na vida do sujeito, atrapalha, prejudica a interação com o mundo.

V Jornada de Análise do Comportamento de Jundiaí/SP

A Jornada de Análise do Comportamento de Jundiaí (JAC Jundiaí), promovida pela UniAnchieta, entra na sua quinta edição este ano. A JAC ocorre no dia 06 de outubro e, apesar de ser um diazinho só, conta com temas variados e profissionais de renome na programação - como a equipe do Núcleo Paradigma, Roberto Banaco, Denis Zamignani e Yara Nico, a profa. Martha Hübner, o prof. Robson Faggiani e vários outros.


Quem puder ir, vale a pena. O evento ainda vai contar com uma campanha para arrecadação de alimentos para doação em Jundiaí e uma premiação para os melhores painéis apresentados. Mais informações em http://jacjundiai.blogspot.com.br/

domingo, 29 de julho de 2012

Guia de leitura em Análise do Comportamento

(Texto originalmente publicado no Comporte-se)

É comum que nós do Comporte-se recebamos pedidos de dicas de material de leitura sobre diversos temas relacionados ao Behaviorismo Radical e à Análise do Comportamento – desde a visão da abordagem sobre determinados assuntos de interesse da Psicologia, como psicopatologias ou comportamentos específicos, até aqueles mais gerais, para quem está começando a se interessar pela abordagem (ou, para ser justa, mesmo pra quem não se interessa, mas precisa, por motivo de força maior, fazer algum trabalho de faculdade ou coisa assim). Com isso, resolvi reunir as dicas que costumo passar mais frequentemente neste texto, pois elas podem ser úteis para aqueles que estão mais “perdidos”, ou mesmo para aqueles que já conhecem um pouco, mas querem mais sugestões de leitura. 

1. Sobre o Behaviorismo Radical de Skinner

Entender a filosofia por trás da Análise do Comportamento não é a tarefa mais fácil pra quem dá de cara com ela, nos primeiros momentos da sua formação. “Como assim, não existe mente?”, “Mas por que experimentos com ratos, se eles são tão diferentes dos humanos?”, “E o cérebro, que papel tem nisso tudo?”, “E o inconsciente, não existe também?”, “E os sentimentos, pensamentos, e a alma, a Vida, o Universo e Tudo Mais?”. Nenhum behaviorista radical nasceu behaviorista radical (imagina... não viramos behavioristas por motivos natos e sim aprendidos!), então todo mundo passa ou passou por algum questionamento desse tipo. É mais do que normal se enrolar todo quando se conhece os pressupostos do BR/AC – já que eles vão de encontro a muitas das ideias que temos sobre Psicologia no senso comum, e mesmo quanto a outras abordagens. (Tem quem não só se enrole, mas rejeite de cara essas ideias, o que é uma pena... Mas se você leu até aqui, é porque está a fim de dar mais uma chance a elas, espero!)

Um livro que se presta justamente a apresentar tais ideias, como o título já diz, é o Compreender o Behaviorismo, de William Baum. O autor apresenta aspectos filosóficos e conceituais de forma muito didática e completa, acessível para qualquer estudante dedicado que queira uma boa introdução ao mundinho behaviorista (que, aliás, é um mundão, indo desde os aspectos mais básicos do comportamento humano e animal até os mais abrangentes, como cultura, evolução da espécie, ciência e desenvolvimento da psicologia como tal).


E, para ajudar a resolver a confusão entre o Behaviorismo de Watson – que se convencionou chamar de Metodológico – e o Radical de Skinner, um texto simples e fácil de ler é a palestra “Behaviorismo Metodológico e Behaviorismo Radical”, de Maria Amélia Matos, disponível aqui. Matos fala dos pontos-chave de duas das etapas mais conhecidas da teoria comportamentalista e ajuda a entender as diferenças fundamentais entre elas.