Skinner, ao contrário de Freud - que se dedicou em algumas passagens dos seus escritos a atacar frontalmente a crença em Deus -, não escreveu tanto sobre este assunto. Nos seus textos há um posicionamento, em geral, contra instituições autoritárias que interferem na vida humana exercendo formas de controle alienante, sendo aí incluídas instituições religiosas. No entanto, ele não se preocupou em falar tão diretamente sobre Deus quanto se pode imaginar, pela forma como defendeu a ciência durante toda a vida.
Com isso, me interessei bastante ao pôr as mãos sobre um texto do autor sobre o assunto, intitulado "What Religion Means to Me", datado provavelmente de 1986. Não encontrei menções oficiais sobre o texto - quando foi publicado, se foi publicado, se foi resultado de uma fala informal ou apenas um escrito avulso do Skinner. Portanto, não posso afirmar a veracidade do texto, embora ele circule na internet já há algum tempo.
O texto traz a visão de um Skinner já nos seus últimos anos de vida sobre a sua relação com a religião. Traduzi o texto e ele está disponível na íntegra nas próximas linhas. Não sou nenhuma exímia tradutora, então, disponibilizo também o original no fim do post para aqueles que desejarem ler.