Acho que se o Pavlov tivesse virado vendedor de cachorro-quente ele seria mais querido na Psicologia do que é hoje, coitado.
sábado, 22 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Reportagem do Saia Justa sobre o "New Behaviorismo". Ma che?
O programa Saia Justa veiculou uma reportagem sobre um tal "New Behaviorismo". Depois de apresentar porcamente o que seria o behaviorismo - vide vídeo abaixo, nem vou falar muito -, Lúcia Guimarães, a apresentadora com fumaças de psicóloga, diz que as pessoas estão voltando a tentar se conformar aos padrões, como o que o behaviorismo teria tentado fazer. Daí vem o conceito de "desemperramento" da entrevistada Susan Schuman, e mais um monte de bobagens auto-ajuda em que confesso que prestei pouca atenção. (Ela nem fala de behaviorismo em si - e não me parece que fala recorrentemente sobre isso, mas fala dos arquétipos, nem sei se junguianos ou o que diabos ela tá tentando dizer - enfim, o problema é outro).
Behavioristas radicais, estes seres temíveis.
Com os erros do começo já deu pra ir se indignando e mandando uma cartinha amigável pro GNT. Segue o link do vídeo aqui e a nota que enviei para o Saia Justa:
domingo, 2 de setembro de 2012
[Tirinha] Savage Chickens - Como curar a sua aracnofobia utilizando a dessensibilização sistemática
O Savage Chickens é um site de tirinhas desenhadas em post-its pelo seu criador, Doug Savage. O site inteiro é muito bom, mas ele tem várias tirinhas em que aborda temas relacionados à psicologia, que me fazem rir mais ainda. Some english is needed, mas vale a pena conferir sempre.
A tirinha mais acessada do site é sobre dessensibilização sistemática, mas com uns passinhos a mais, um pouco diferentes do que o pessoal da modificação de comportamento conhece.
(original aqui)
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Boteco Behaviorista #1 - Expectativas para a XXI ABPMC
O Google Hangout é uma ferramenta que permite realizar bate-papos entre pessoas por vídeo. Ontem, eu e mais uma galera de behavioristas de diferentes pontos do país nos utilizamos dessa ferramenta muito legal para o primeiro Boteco Behaviorista. A ideia é fazermos uma espécie de videocast debatendo temas comuns de Análise do Comportamento, que pode inclusive ser acompanhado ao vivo.
O tema do primeiro hangout foi "Expectativas para o XXI Encontro da ABPMC". Era um teste pra gente ver se ia dar certo - pretendemos nos organizar melhor nos próximos pra falar de temas teóricos, inclusive, e avisar com antecedência quando vai rolar. Daí, falamos sobre o que estamos querendo ver no Encontro, sobre apresentações que serão feitas, e claro, sobre as festinhas que irão acontecer; mas saiu de tudo, desde descobertas de trabalhos acadêmicos com referência da Desciclopédia até comentários sobre os eventos passados.
Enquanto uns guardam grana pro Lollapalooza a gente investe na nossa Convenção das Bruxas
Os participantes desse hangout fomos eu, o Cesar A. A. Rocha, o Esequias Neto (meu chefe do Comporte-se), o Felipe Epaminondas (do Psicológico), o Marcelo Souza e a Natalie Brito (meus companheiros de Comporte-se também) e o Nicolas Rossger. Como dito no vídeo, pretendemos convidar novas pessoas a cada encontro, além de figurões da Análise do Comportamento, pra debater com a gente. Fiquem de olho, que daí vai sair coisa legal :)
Página no Facebook pra acompanhar: https://www.facebook.com/BotecoBehaviorista
Página no Facebook pra acompanhar: https://www.facebook.com/BotecoBehaviorista
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Jan Luiz Leonardi falando sobre TDAH na TV Gazeta
Ocorre a maior polêmica sobre TDAH existir enquanto categoria psicopatológica bem definida ou não. Eu vou me abster de dizer o que eu acho (um dia escrevo sobre isso, prometo), mas enquanto isso, vem se falando muito a respeito desse assunto.
O analista do comportamento Jan Luiz Leonardi deu uma entrevista no mês passado sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade para o programa Mulheres, da TV Gazeta. Como é raro ver um psicólogo se expressando bem e falando de comportamento sem falar bobagem, achei massa e resolvi postar aqui.
Jan aponta aspectos importantes do novo transtorno-modinha (já foi o stress, depois a bipolaridade, depois depressão, agora todo mundo tem TDAH): quando se preocupar, o que é o tratamento, qual é a da famosa Ritalina, quais os sinais mais frequentes etc. e marcou uma coisa fundamental: só vale falar em transtorno quando a coisa interfere na vida do sujeito, atrapalha, prejudica a interação com o mundo.
V Jornada de Análise do Comportamento de Jundiaí/SP
A Jornada de Análise do Comportamento de Jundiaí (JAC Jundiaí), promovida pela UniAnchieta, entra na sua quinta edição este ano. A JAC ocorre no dia 06 de outubro e, apesar de ser um diazinho só, conta com temas variados e profissionais de renome na programação - como a equipe do Núcleo Paradigma, Roberto Banaco, Denis Zamignani e Yara Nico, a profa. Martha Hübner, o prof. Robson Faggiani e vários outros.
Quem puder ir, vale a pena. O evento ainda vai contar com uma campanha para arrecadação de alimentos para doação em Jundiaí e uma premiação para os melhores painéis apresentados. Mais informações em http://jacjundiai.blogspot.com.br/
domingo, 29 de julho de 2012
Guia de leitura em Análise do Comportamento
(Texto originalmente publicado no Comporte-se)
É comum que nós do Comporte-se recebamos pedidos de dicas de material de leitura sobre diversos temas relacionados ao Behaviorismo Radical e à Análise do Comportamento – desde a visão da abordagem sobre determinados assuntos de interesse da Psicologia, como psicopatologias ou comportamentos específicos, até aqueles mais gerais, para quem está começando a se interessar pela abordagem (ou, para ser justa, mesmo pra quem não se interessa, mas precisa, por motivo de força maior, fazer algum trabalho de faculdade ou coisa assim). Com isso, resolvi reunir as dicas que costumo passar mais frequentemente neste texto, pois elas podem ser úteis para aqueles que estão mais “perdidos”, ou mesmo para aqueles que já conhecem um pouco, mas querem mais sugestões de leitura.
É comum que nós do Comporte-se recebamos pedidos de dicas de material de leitura sobre diversos temas relacionados ao Behaviorismo Radical e à Análise do Comportamento – desde a visão da abordagem sobre determinados assuntos de interesse da Psicologia, como psicopatologias ou comportamentos específicos, até aqueles mais gerais, para quem está começando a se interessar pela abordagem (ou, para ser justa, mesmo pra quem não se interessa, mas precisa, por motivo de força maior, fazer algum trabalho de faculdade ou coisa assim). Com isso, resolvi reunir as dicas que costumo passar mais frequentemente neste texto, pois elas podem ser úteis para aqueles que estão mais “perdidos”, ou mesmo para aqueles que já conhecem um pouco, mas querem mais sugestões de leitura.
1. Sobre o Behaviorismo Radical de Skinner
Entender a filosofia por trás da Análise do Comportamento não é a tarefa mais fácil pra quem dá de cara com ela, nos primeiros momentos da sua formação. “Como assim, não existe mente?”, “Mas por que experimentos com ratos, se eles são tão diferentes dos humanos?”, “E o cérebro, que papel tem nisso tudo?”, “E o inconsciente, não existe também?”, “E os sentimentos, pensamentos, e a alma, a Vida, o Universo e Tudo Mais?”. Nenhum behaviorista radical nasceu behaviorista radical (imagina... não viramos behavioristas por motivos natos e sim aprendidos!), então todo mundo passa ou passou por algum questionamento desse tipo. É mais do que normal se enrolar todo quando se conhece os pressupostos do BR/AC – já que eles vão de encontro a muitas das ideias que temos sobre Psicologia no senso comum, e mesmo quanto a outras abordagens. (Tem quem não só se enrole, mas rejeite de cara essas ideias, o que é uma pena... Mas se você leu até aqui, é porque está a fim de dar mais uma chance a elas, espero!)
Um livro que se presta justamente a apresentar tais ideias, como o título já diz, é o Compreender o Behaviorismo, de William Baum. O autor apresenta aspectos filosóficos e conceituais de forma muito didática e completa, acessível para qualquer estudante dedicado que queira uma boa introdução ao mundinho behaviorista (que, aliás, é um mundão, indo desde os aspectos mais básicos do comportamento humano e animal até os mais abrangentes, como cultura, evolução da espécie, ciência e desenvolvimento da psicologia como tal).
E, para ajudar a resolver a confusão entre o Behaviorismo de Watson – que se convencionou chamar de Metodológico – e o Radical de Skinner, um texto simples e fácil de ler é a palestra “Behaviorismo Metodológico e Behaviorismo Radical”, de Maria Amélia Matos, disponível aqui. Matos fala dos pontos-chave de duas das etapas mais conhecidas da teoria comportamentalista e ajuda a entender as diferenças fundamentais entre elas.
Local:
Brasil
domingo, 15 de julho de 2012
Enquanto isso, no laboratório de AEC...
Encontrei pelo Twitter e traduzi essa charge. Quem tem uma pontinha de paranoia como eu já pensou sobre como é ser sujeito experimental desses ratinhos malvados.
domingo, 15 de abril de 2012
Palestra sobre Psicologia do Esporte em Salvador
O Núcleo de Psicologia do Esporte da FTC Salvador irá promover uma palestra sobre Psicologia do Esporte no dia 19 de maio de 2012, com o psicólogo Eduardo Cillo, referência na área. Boa chance de conhecer o tema. E o melhor, a palestra é gratuita!
Confira mais informações no cartaz. Eu vou \o
Inscrições via e-mail: nupeba2011@gmail.com
terça-feira, 3 de abril de 2012
"Não existem ateus na Bahia", segundo Cynara Menezes
Ser ateia é um desafio, numa sociedade dominada por religiosos. E parece que para a jornalista Cynara Menezes, da Carta Capital, o desafio envolve não comer bacalhau com a família na semana santa. E passar longe de nascer na Bahia.
Segue texto publicado na Carta Capital, disponível na íntegra aqui: http://www.cartacapital.com.br/cultura/nao-existem-ateus-na-bahia/
Um ateu baiano é que nem uma pessoa que crê em Deus: ambos têm diante de si a dura missão de convencer o mundo. O crente é desafiado a provar a vida inteira, inclusive a si, que há um Deus. Já o ateu baiano, nascido numa terra cuja capital, reza (ops) a lenda, possui uma igreja para cada dia do ano – sem contar os inúmeros templos evangélicos e terreiros de candomblé –, carrega a sina de provar que ele próprio existe. Que de fato não crê em nada, mas nada mesmo. Está lançado o desafio. Como um São Tomé do ceticismo, só acredito vendo. "Não dou a mínima para Deus, mas adoro São Francisco. E Iemanjá é praticamente uma pessoa da família. Vovó costuma dizer: 'Gosto muito dela!"'
Até o mais célebre ateu baiano, o comunista Jorge Amado, cujo centenário se comemora este ano, tinha sua queda pelos orixás. Todo mundo lá sabe disso: era o ateu que “simpatizava” com o candomblé. Estive no velório do escritor, em 2001. Havia uma cruz atrás do caixão. E uma senhora da Irmandade da Boa Morte, confraria afro-católica do recôncavo, que entoava cânticos, me disse: “Sabemos que ele era ateu, mas também que era do culto afro”. Não é por acaso que o título do famoso romance de sua mulher, Zélia, é “Anarquistas, Graças a Deus”. O casal Amado pertencia a um tipo bastante comum na Bahia: o “ateu-de-todos-os-santos”.
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